A indústria da carne não é apenas cruel com os animais, devastadora para a natureza e um grave risco à saúde pública. As fazendas industriais também causam sérios problemas às comunidades próximas e são grandes responsáveis pelo racismo ambiental.

 

Mas o que é racismo ambiental?

Racismo ambiental é um termo criado em 1981 pelo líder afro-americano Dr. Benjamin Franklin Chavis para endereçar a discriminação racial que acontece na elaboração, aplicação e regulamentação de políticas ambientais, expondo comunidades a resíduos tóxicos e nocivos à saúde.

Muitas fazendas industriais que exploram animais para consumo ou produzem grãos para alimentar esses animais são instaladas perto de comunidades vulneráveis. O racismo ambiental descreve o impacto desproporcional que a poluição e outras práticas dessas indústrias têm sobre essas comunidades.

 

Exemplos de racismo ambiental

O estado da Carolina do Norte, nos EUA, é um dos exemplos mais claros dessa situação. Em 2016, o Grupo de Trabalho Ambiental divulgou mapas e dados revelando que o custo ambiental das 6.500 fazendas industriais do estado afeta desproporcionalmente as comunidades vulneráveis.

Moradores próximos de fazendas no estado reclamam de fazendeiros que pulverizam fezes e urina de animais para “descartar” os resíduos e constatam contaminações na água e no ar de suas regiões.

“Chamamos o problema de racismo ambiental porque sentimos que não é por acaso quando as fazendas visam essas comunidades. Eles fizeram isso porque perceberam que as comunidades têm pouco poder político e econômico para combatê-las”, explica Naeema Muhammad, co-diretora organizadora da Rede de Justiça Ambiental da Carolina do Norte.

No Brasil, casos assim também são muito comuns. No início de maio de 2021, a mídia noticiou o lançamento de agrotóxicos por aviões sobre crianças e comunidades no Maranhão e no Pará. Uma reportagem da Repórter Brasil mostrou as graves feridas e problemas de saúde desencadeados pela prática. 

Essas famílias moram próximas a fazendas de soja, em áreas disputadas por grandes fazendeiros. É importante lembrar que quase 80% da soja cultivada no mundo é destinada à alimentação de animais explorados para alimentação, como bois, porcos e galinhas.

Enquanto as fazendas praticam esses crimes ambientais, muitas vezes com o intuito de expulsar as comunidades das regiões de suas fazendas, famílias resistem principalmente por não poderem escolher onde morar. 

Quando nós escolhemos deixar de nos alimentar com produtos de origem animal, também mostramos que não apoiamos essas práticas absurdas e ajudamos a defender comunidades vulneráveis.

Para saber ainda mais sobre os problemas gerados pela indústria da carne, acesse PelaNatureza.org e confira o vídeo da ativista ambiental Greta Thunberg com a Mercy For Animals!