A Mercy For Animals (MFA) une-se a outras mais de cem organizações em apoio ao projeto lei de iniciativa popular Amazônia de Pé. 

Elaborado pela ONG NOSSAS, com o objetivo de promover a proteção de todas as florestas públicas na Amazônia , na forma de unidades de conservação, reconhecimento de territórios indígenas e quilombolas, dentre outras, a meta é coletar 1,5 milhões de assinaturas para encaminhar o projeto ao Congresso Nacional até 2023. 

Esta não é a primeira vez que a Mercy For Animals se liga à complexidade da preservação da Floresta Amazônica. Em outras oportunidades, correlacionamos a situação local à insustentabilidade da exploração da pecuária ou mesmo produzimos diretamente conteúdo sobre a região.

Na iniciativa #PorTrásdoFogo, abordamos a questão: “As queimadas na Amazônia estão ganhando proporções ainda mais devastadoras. O que ainda poucos sabem é que existe uma forte relação entre o que está no nosso prato e a destruição do meio ambiente”.

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), 80% do desmatamento da Amazônia brasileira está ligado à pecuária.

Acreditamos que para além do combate ao desmatamento e outras formas de utilização irresponsável do solo, a Amazônia também exige a criação de um novo paradigma de desenvolvimento.

O trabalho em parceria com outras organizações, instituições e movimentos faz parte da visão da MFA na formação de um arco em defesa das questões em favor da Vida sob formas mais justas, amplas e inclusivas.

Em janeiro deste ano, fomos 27 instituições e movimentos a assinar uma carta em prol da resolução sobre o nexo entre o bem-estar animal, meio ambiente e desenvolvimento sustentável, que foi aprovada no âmbito da Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente.

Agora, no caso da Amazônia de Pé, de novo, nos unimos em torno de pontos objetivos de convergência:

  • a sustentabilidade do bioma que tem influência crucial na viabilização de sistema alimentar justo e sustentável no Brasil e no mundo;
  • impedir avanço da agropecuária em terras públicas; 
  • somar esforços aos povos tradicionais (indígenas, quilombolas, comunidades ribeirinhas), contrários a práticas da industrialização de sistemas de produção de alimentos que exploram animais;
  • e estreitar a colaboração e reforçar a rede de apoio mútuo, recíproco e oportuno com o NOSSAS e centenas de instituições, entidades e outros atores sociais.

 

Para conhecer mais sobre a iniciativa do projeto de lei Amazônia de Pé, convidamos a acessar https://amazoniadepe.org.br/.