Muitas pessoas, ao decidirem cortar as carnes, acabam apelando para outros produtos de origem animal na busca por proteínas. Entre os substitutos mais comuns, estão os ovos. Outras pessoas, ainda, compram ovos “livres de gaiolas”, com a ideia de prejudicar menos os animais. Porém, “livre de gaiolas” não significa livre de crueldade. Apesar de as galinhas sofrerem consideravelmente menos nesses ambientes, elas ainda sofrem de forma inimaginável fora das gaiolas, passam por procedimentos extremamente dolorosos no momento do nascimento e são abatidas assim que os ovos rareiam, com menos de dois anos de idade, quando ainda são biologicamente muito jovens. Uma galinha na natureza viveria em média 12 anos.

As galinhas, que em condições naturais botam cerca de 20 ovos por ano, na indústria de ovos, mesmo em granjas livres de gaiolas, podem botar centenas. Ao final de suas vidas encurtadas em até 10 vezes, seus corpos estão exaustos e, improdutivos, o destino final acaba sendo o abate.

Os pintinhos machos que nascem são, como procedimento padrão, triturados vivos ou deixados para morrer por asfixia em sacos de lixo. As fêmeas são usadas para repor as que já não produzem mais.

Tampouco as galinhas criadas em quintal, ainda que bem tratadas, deveriam ser vistas como fornecedoras de alimentos para os seres humanos. Ao optar por comer ovos de galinhas “caipiras” você provavelmente quer ajudar os animais, mas é importante refletir que essa decisão só sustentaria a ideia de que temos direito de explorar outros seres. A ideia é que possamos criar um mundo em que os animais são realmente livres e que vivem na natureza, e não sob propriedade de alguém.

Além disso, não apenas não precisamos de produtos de origem animal para obter os nutrientes que o corpo necessita, como também eles podem ser extremamente prejudiciais à nossa saúde. Ricos em colesterol e gordura saturada, os ovos estão relacionados ao aumento do risco de doenças cardiovasculares e arterosclerose, câncer e diabetes tipo 2

Nem mesmo é preciso ter uma ingestão excessiva para que essa relação se manifeste. De acordo com estudos recentes, o consumo de apenas um ovo por dia já eleva o risco de desenvolver algumas dessas doenças.

Não é porque o ovo é rico em proteína que ele é a melhor fonte desse nutriente. Outros alimentos muito mais saudáveis — e obtidos sem que nenhum animal seja explorado — podem perfeitamente cumprir essa função. Exemplo disso são as leguminosas (feijões, lentilha, ervilha grão-de-bico, entre outros) que, além de excelentes fontes de proteínas, ainda são ricas em fibras e minerais e têm baixo nível de gordura e de colesterol.

Todos esses são motivos pelos quais a Mercy For Animals recomenda fortemente que todos os produtos de origem animal sejam deixados de fora do seu prato. Substituir os ovos é fácil, gostoso e saudável! Seja na liga de bolos, fazendo “ovo” mexido ou “omelete”, os vegetarianos têm solução para tudo!

Importante: A Mercy For Animals luta constantemente para proibir e eliminar as piores formas de crueldade animal, como as gaiolas em bateria, as celas de gestação e inúmeros outros procedimentos da indústria de exploração animal. Não há a menor dúvida que sistemas livres de gaiolas são muito menos cruéis do que sistemas em gaiolas em bateria. Sabendo que o consumo não irá parar da noite pro dia e provavelmente não ocorra tão cedo, nós trabalhamos para reduzir ao máximo o sofrimento da maior quantidade de animais. Ao mesmo tempo, sempre se deve lembrar que reduzir o sofrimento não significa eliminar o sofrimento. Todo e qualquer sofrimento imposto a animais é absolutamente inaceitável, desnecessário e facilmente evitável. Por isso, a única forma de realmente ajudar os animais é adotando o veganismo.