O que há de errado com o consumo de ovos, leites e derivados? Muitos veganos que um dia foram ovolactovegetarianos já fizeram essa pergunta.
Veja o que uma das nossas heroínas da Mercy For Animals tem a dizer:
Quando eu era ovolactovegetariana, não compreendia que o leite e o ovo faziam parte da indústria da carne. Não são ‘’produtos’’ independentes. Depois compreendi que os animais criados para produção de leite e ovos não apenas sofrem terrivelmente durante a vida, como na maioria das vezes também acabam sendo abatidos para carne quando sua produtividade começa a cair.
Muitos animais, como bezerros e pintinhos-machos, encontram a morte pouco tempo após nascerem. O que, comparado ao que está reservado às fêmeas, pode ser visto como sorte grande. As bezerras serão exploradas para produção de leite, sendo mantidas continuamente prenhas e tendo seus filhotes afastados à força para que os humanos possam beber seu leite. Já as pintinhas fêmeas da indústria do ovo viverão a vida inteira dentro de uma gaiola minúscula em que mal podem esticar as asas, num galpão entupido de outras gaiolas. Exploradas ao limite dos seus corpos, tanto as galinhas quanto as vacas têm sua produtividade reduzida ainda muito jovens, quando são então abatidas.
Quando me dei conta da verdade por trás do que parecia inofensivo, percebi que realmente não poderia mais fazer parte disso. Após pesquisar mais sobre o assunto, descobri que mais de 95% de todos os ovos que são vendidos em supermercados no Brasil vêm de galinhas que vivem essa realidade. Foi aí que resolvi pesquisar também sobre as tais ‘’carnes orgânicas’’ e ver se a indústria tratava esses animais de forma menos cruel e percebi que, seja qual for a realidade do processo de exploração, a indústria sempre trata os animais como objetos de produção. E desde então me tornei vegana. Vivo imensamente feliz sabendo que nem vacas nem galinhas precisam sofrer por causa da minha dieta!
Veja você mesmo: