O Porto de Santos anunciou, na noite desta quinta-feira (25), que retornará com as atividades de exportação de animais vivos. A prática estava suspensa depois que 27 mil bois embarcaram pelo Porto de Santos para a Turquia no início de dezembro, como uma medida preventiva da administradora do Porto, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), que aguardava a tramitação de um processo que defina a realização desse tipo de operações. Antes de dezembro, fazia 20 anos que o Porto não exportava animais vivos.

“Até que se conclua o trâmite, as operações estão suspensas. Após a manifestação do órgão competente, a Codesp tomará as medidas cabíveis”, informou a assessoria de imprensa do Porto de Santos.


Curioso é o fato de que, muito antes da decisão se tornar pública, o navio Nada, o mesmo que transportou os animais para a Turquia no início de dezembro, já estava a caminho de Santos, tendo saído de Cartagena no dia 3 de janeiro. A assessoria de imprensa do Porto de Santos confirmou que o navio atracou no porto brasileiro na terça-feira (22), às 20h50. Novos animais devem começar a embarcar amanhã no navio.

O retorno da atividade surpreende por mostrar como o Porto de Santos está distante das demandas sociais. Isso porque a população reclamou do impacto que a circulação desses animais trazia para a cidade de Santos, especificamente em relação a sujeira e mau cheiro ocasionado pelas fezes dos bois e vacas. Ainda há preocupações sobre os impactos ambientais dessas operações.

Além disso, foi intensa a manifestação de ativistas, que reivindicavam medidas para amenizar o sofrimento dos animais ou o fim da exportação de animais vivos. No embarque realizado em dezembro, muitos animais vieram de estados distantes como o Rio Grande do Sul, sob condições extremas de frio e calor, sem fornecimento de alimentação ou água adequados, sem espaço para se mexerem ou deitarem, e em uma situação crítica de falta de higiene.

Muitos chegavam ao Porto machucados e ainda enfrentaram uma viagem que pode durar até 30 dias até a Turquia, onde, sem legislação que regule o abate de animais e estabeleça procedimentos mínimos de redução do sofrimento, são cruelmente abatidos, conforme mostrou a investigação da ONG Animals International, realizada com o apoio da Mercy For Animals.

Se você não concorda com a cruel exportação de animais vivos, una-se a nós, ajudando a pressionar o poder público a barrar essa atividade.

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