O Ministério da Indústria da Nova Zelândia anunciou, há alguns dias, que matará mais de 22 mil bois e vacas de 28 fazendas como forma de controle da infecção por uma bactéria chamada Mycoplasma bovis. Com isso, a Nova Zelândia se tornará o primeiro país no mundo a tomar a medida de um abate massivo de bovinos explorados para a produção de leite e carne por motivos sanitários.
A Mycoplasma bovis causa diversas doenças, como mastite em vacas exploradas para a produção de leite, artrite, pneumonia em bezerros e até aborto. No entanto, a infecção pode ser combatida com o uso de antibióticos, além de vacinação.
A decisão de matar esses bois e vacas doentes expõe o que todos já sabem: os animais são meros objetos completamente descartáveis para a indústria. Nem mesmo tratamento veterinário adequado eles recebem por parte dos produtores, que acham mais vantajoso e lucrativo matá-los do que zelar por sua saúde.
Em agosto do ano passado, um escândalo envolvendo ovos contaminados com fipronil estourou em diversos países da Europa. O fipronil é um inseticida usado no controle de pulgas, carrapatos e piolhos e é considerado “moderadamente perigoso” pela Organização Mundial de Saúde, sendo que seu uso em animais explorados para consumo é proibido porque pode comprometer, quando ingerido por humanos, o funcionamento do fígado, rins e tireóide. A gravidade do caso foi tamanha que diversas granjas foram imediatamente interditadas na Holanda, Bélgica, Alemanha e França, e os ovos foram retirados do mercado.
Infelizmente, infecções e doenças são comuns na indústria de exploração animal — e são agravadas pelo estresse, confinamento e superlotação a que os animais são submetidos, além da negligência por parte de produtores em relação a tratamentos veterinários adequados.
A melhor forma de mostrar que não aceitamos que os animais sejam explorados e tratados como produtos é adotando uma dieta vegetariana. Clique aqui para começar agora.