Exportação de animais vivos aumentou 32% no ano passado

Aline Baroni 02/02/2018
O Brasil inteiro foi tomado por decepção quando o Porto de Santos anunciou, no último dia 25 que voltaria a exportar animais vivos. Desde então, uma sucessão de eventos criou um enorme debate sobre a prática: a empresa responsável pela exportação foi multada pela Prefeitura de Santos por maus-tratos contra os animais durante o transporte e despejo de dejetos animais em via pública, e a Justiça determinou nova suspensão às exportações após uma ação civil pública fazer a mesma denúncia.

Mas, infelizmente, se continuar permitida, em 2018 a exportação de animais vivos deve se intensificar. O Canal Rural noticiou que, de janeiro a novembro de 2017, mais de 340 mil bovinos foram exportados, sobretudo para Turquia, Egito, Jordânia e Bolívia — representando um aumento de 31,5% em relação ao mesmo período de 2016.
Esse janeiro deu indícios de que 2018 pode ser ainda pior para os animais. Mesmo com o Porto de Santos fechado, os pecuaristas deram um jeito de escoar a produção: em janeiro, 35 mil animais foram enviados para a Turquia, mas dessa vez pelo Porto de São Sebastião. Esse número representa quase 10% do total de animais exportados entre janeiro e novembro de 2017.
A comoção em torno dessa prática não é à toa: a longa viagem causa enorme sofrimento aos animais. Mal podemos imaginar o que representa para os animais passar semanas em ambientes imundos, pisando em seus próprios dejetos, submetidos a frio e calor extremos, sem oferta apropriada de água ou comida, sem poder andar ou deitar.
Um dos motivos pelos quais os animais são exportados vivos é o fato de, nos países do Oriente Médio, não haver regulação específica que exija que o abate seja feito com práticas menos dolorosas para os animais. O que dizer de, ainda vivo e consciente, ser amedrontado, pendurado por seus membros, levar uma dolorosa facada no coração e sangrar até morrer? É o que acontecerá com eles.

Só existe uma forma de fazer isso parar: pressionando o poder público a banir definitivamente a prática. Diversas ONGs, ativistas independentes e outras organizações de proteção aos animais realizarão, nesse domingo (4), às 14h, um grande ato pelo fim da exportação de animais vivos, na Praça dos Andradas, Centro de Santos, próximo ao Porto que tem sido responsável por grande parte das exportações de animais vivos partindo do Brasil. Confirme sua presença no evento aqui.

E, se quiser ir além, parar de comer carne, leite e ovos é fundamental para acabar de vez com a crueldade animal. Clique aqui para começar agora. 

Leia o que vem a seguir.

ONGs e ativistas organizam grande ato contra exportação de animais vivos

Exportação de AnimaisNotícias

Objetivo é pressionar os responsáveis a banirem essa prática que causa terrível sofrimento aos animais em todos os portos do Brasil

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