A bióloga marinha explica por que não come mais peixes:
“Eu gasto uma quantidade significativa do meu tempo trabalhando sobre e debaixo da água, e eu não consigo me lembrar da última vez que eu não vi algum tipo de detrito plástico flutuando na superfície ou preso entre corais ou pedras.”
MacDonnell também traz à tona a “fraude do peixe”, uma questão recentemente em destaque na mídia internacional, citando um estudo feito pela organização de proteção marinha Oceana, segundo o qual apenas uma em cada 200 amostras de peixes de 55 países foi rotulada com precisão.
MacDonnell só esqueceu de mencionar um outro ponto importante: os peixes são criaturas complexas. Eles trabalham juntos, reconhecem rostos e até têm hierarquias sociais. Na verdade, um estudo recente da RSPCA (Sociedade Real Para a Prevenção da Crueldade Contra os Animais) descobriu que os peixes são sociais da mesma forma que os seres humanos e outros mamíferos.
A ciência já comprovou: os peixes são absolutamente sencientes (capazes de sentir). Pesquisadores em todo o mundo têm demonstrado que os peixes não apenas sentem dor, como também têm consciência disso. Além disso, peixes são semelhantes aos cães, gatos e outros animais em sua experiência de prazer.
Infelizmente, a indústria pesqueira ainda trata estas criaturas sensíveis como meros objetos. Em 2010, a Mercy For Animals realizou uma investigação sobre o “Catfish Corner”, centro de exploração de peixes para consumo no Texas, EUA. Câmeras escondidas revelaram peixes sendo esfolados e desmembrados enquanto conscientes e sentindo dor.