Gigante do coworking, WeWork se recusa a pagar por refeições com carne para seus funcionários

A WeWork, gigante do coworking mundial, anunciou a seus mais de 6 mil funcionários globais que não mais reembolsará valores referentes a refeições que incluam carne vermelha, de frango ou suína, de acordo com uma notícia da Bloomberg.

O co-fundador da empresa, Miguel McKelvey, também disse que, como parte da nova política da empresa, o retiro interno do pessoal, conhecido como “acampamento de verão”, não mais oferecerá opções de carne para os participantes, em um esforço para proteger o meio ambiente. McKelvey afirmou:
"Novas pesquisas indicam que evitar carne é uma das maiores medidas que um indivíduo pode tomar para reduzir seu impacto ambiental pessoal, até mais do que mudar para um carro híbrido".
A política afeta toda a empresa, desde as despesas de viagem até a comida oferecida nos quiosques em alguns edifícios da WeWork. Considerando o patrimônio líquido de US$ 20 bilhões da WeWork, com 210 mil membros em 21 países, esse movimento estabelece padrões elevados para outras empresas em todo o mundo.

Mas a WeWork não está sozinha na proibição da carne para controlar o desastre ambiental que essa indústria causa ao planeta.

Em 2017, Barbara Hendricks, ministra do meio ambiente da Alemanha, proibiu toda a carne das atividades oficiais do governo em um esforço para combater a mudança climática. O Ministério disse em um comunicado:
"Não estamos dizendo a ninguém o que eles devem comer. Mas queremos dar um bom exemplo para a proteção do clima, porque a comida vegetariana é mais benéfica para o clima do que carne e peixe."
Em um relatório divulgado no mês passado, as Nações Unidas pediram aos países que reduzissem o consumo de carne e laticínios para ajudar a reduzir suas pegadas de carbono.

De acordo com a ONU, se as emissões de gases de estufa continuarem nas taxas atuais, o aquecimento global induzido por humanos deverá ultrapassar 1,5°C até 2040, o que excederia o objetivo mais rigoroso estabelecido no acordo de Paris. A organização também afirma aos países que, se forem feitas mudanças “rápidas e de longo alcance”, isso pode ser contido.


A pecuária é uma das principais causas das alterações climáticas. As indústrias de carnes e laticínios consomem tantos recursos que são responsáveis ​​por quase 91% da destruição da floresta amazônica, de acordo com um estudo do Banco Mundial. Criar animais para alimentação usa mais de um terço da massa terrestre do planeta; produz mais gás de efeito estufa do que todos os carros, aviões e outras formas de transporte combinadas; e criou mais de 500 zonas mortas inundadas de nitrogênio em todo o mundo.

Um estudo recente da Universidade de Oxford descobriu que tirar produtos de origem animal do nosso prato poderia reduzir a pegada de carbono de uma pessoa em 73%. Os pesquisadores concluíram que, se todos fossem vegetarianos, o uso global da terra poderia ser diminuído em 75%. Essa redução seria comparável ao tamanho dos Estados Unidos, da China, da Austrália e de toda a União Europeia juntos.

Tornar-se vegano não é apenas melhor para o meio ambiente; poupa inúmeros animais de uma vida de sofrimento.

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