Você conhece a “Mulher Maravilha” que dedica parte do seu tempo para ajudar os animais?

Quando a Rosely Rothier apareceu para a capacitação de Voluntários da Mercy For Animals, ninguém esperava que ali, naquela mesa, estava uma mulher incrível, que merecia uma revista de quadrinhos própria para falar de suas conquistas pelos animais, já que a relação com eles começou na infância.

Quando você era criança, como era sua relação com os animais?
Meu avô tinha fazenda e pra mim sempre foi muito natural a convivência com os cavalos, vacas, porcos, galinhas entre outros animais, porém sempre com a visão deles livres. Sempre me incomodava muito quando ficava sabendo que tinham matado algum animal ali, para nosso consumo mesmo.

Como esse incômodo virou ativismo?
Já adulta, resgatei uma gatinha, depois um cachorrinho, e aí não parei mais. Mas comecei a sentir a necessidade de fazer algo mais pelos animais abandonados. Eram tantos! Eu tinha uma pet shop, e aí fiz a ponte para ajudar a encontrar adotantes para os cachorrinhos e gatinhos. E comecei também um trabalho de conscientização sobre a importância da castração.

Quando você começou a fazer a conexão entre os animais que salvava e os que estavam no prato?
Com a continuidade desse trabalho de adoções nas redes sociais, comecei a receber alguns vídeos de maus tratos animais, e não só dos cãezinhos e gatinhos, mas dos animais explorados para consumo também. Não tinha coragem de assistir, mas comecei a refletir sobre o assunto. Comecei a diminuir a quantidade de carne, mas acabava não conseguindo parar. Foi quando uma amiga, já vegana, insistiu para que eu assistisse a alguns documentários, e o primeiro que eu assisti foi “Se os abatedouros tivessem paredes de vidro, todos seriam vegetarianos”. 

Você conseguiu assistir até o final?
Foi muito importante assistir, pra não querer mais contribuir com tanto sofrimento e crueldade.Decidi parar, mas comecei aos poucos. Primeiro tirei só as carnes vermelhas e frango. Depois parei com os peixes e frutos do mar. Mais tarde, ovos e leite, e por fim o queijo. Tinha medo de parar de uma vez só com tudo e não aguentar. Já não como carne há 7 anos. Na verdade, os ovos, leite e queijo só parei depois que entrei para a MFA.

E como foi juntar o seu ativismo com o voluntariado da MFA?
Sempre digo que minha vida se divide em antes e depois da MFA.Comecei a pesquisar no Facebook e me deparei com um post da MFA, com inscrições abertas para voluntários. Eu ainda não tinha ideia do que era o trabalho da MFA. Só quando fui chamada para fazer a capacitação, em janeiro de 2017, é que realmente conheci o trabalho maravilhoso dessa Família.

Como foi a capacitação?
Eu adorei, me surpreendeu muito! Até então eu não sabia ainda qual era o foco da MFA. Nunca tinha passado na minha cabeça que os animais criados para o consumo representavam mais de 99% dos animais que sofrem qualquer tipo de abuso e maus tratos. Senti a necessidade de conscientizar o maior número possível de pessoas, esclarecendo que podemos ter uma alimentação saudável tirando os animais dos nossos pratos e mostrando a crueldade a que os animais criados para consumo são submetidos. Hoje este é o meu maior objetivo!

O voluntariado melhorou o seu ativismo como um todo?
Quando me tornei voluntária na MFA, pude colocar em prática o trabalho de conscientização com a maioria dos meus clientes, que no geral já são pessoas que gostam de animais, mas que, como eu, não tinham noção ou nunca tinham parado para pensar em como é a vida dos animais nas granjas e abatedouros, como vivem as galinhas confinadas em gaiolas, as vacas leiteiras e os bezerros afastados das mães nos primeiros dias de vida. 

O que você tem a dizer pra quem ainda não conhece o voluntariado da MFA?
Sou apaixonada pelo nosso trabalho. Tenho profunda admiração por todo o time e muito orgulho de fazer parte dessa família! Para mim, conhecer a MFA foi uma benção, porque além de aprender muito, tenho a possibilidade de passar esse conhecimento para muitas pessoas. Meu trabalho de conscientização sobre uma alimentação mais saudável e mais compassiva é incansável. Acho que já avançamos muito, mas temos muito trabalho pela frente!

Todos nós podemos ser super heróis como a Rosely. Junte-se a nós clicando aqui e descubra como você pode ajudar a MFA a fazer muito mais pelos animais.