Porcas estão morrendo em números recordes por causa de complicações no parto

Um artigo recente do jornal britânico The Guardian revelou que mães porcas em fazendas de exploração animal americanas estão morrendo em um ritmo alarmante, e a situação só está piorando.

De acordo com a Swine Management Services, uma empresa de consultoria da indústria de carnes, a taxa de mortalidade de porcas aumentou de 5,8% para 10,2% entre 2013 e 2016. Mas por que isso está acontecendo?

Uma das principais causas desses números crescentes é o aumento dos prolapsos, ou seja, quando o reto, a vagina ou o útero de uma porca se desloca para fora e fica pendurado no exterior de seu corpo. O Guardian relata que, em alguns casos, os prolapsos são fatais; em outros, as porcas que sofrem são mortas. O artigo cita um relatório de 2017 que mostra que 25% a 50% das mortes por porcas resultaram de prolapsos.

Aviso: imagens fortes.


Alguns especialistas argumentam que muitas porcas estão sofrendo prolapsos por causa da reprodução intensiva que são forçadas a suportar. Nas fazendas de exploração animal, as mães porcas são tratadas como máquinas de criação, passando a maior parte de suas vidas em celas de gestação e parto, uma forma de confinamento tão extrema que os animais não conseguem nem se virar.


Uma porca tem, em média, cerca de 23 porquinhos por ano. Depois de duas a quatro ninhadas, essas mães são enviadas para o abate e substituídas por porcas mais jovens, que podem parir porquinhos a uma taxa suficientemente alta para atender às demandas da indústria e, lamentavelmente, do consumo ainda existente.

Infelizmente, a indústria de exploração de suínos para o consumo está crescendo. Em 2017, cerca de 43 milhões de porcos foram mortos para consumo no Brasil, o que representa um aumento de 2% em relação ao ano anterior – o maior número já registrado! Os principais aumentos ocorreram em Santa Catarina (772,49 mil porcos) e Paraná (322,56 mil porcos).


Porcos explorados e mortos para alimentação são tratados de forma horrível e covarde. Quando têm apenas uma semana de vida, os porquinhos aqui no Brasil já têm seus rabos cortados, seus dentes cerrados e seus testículos arrancados sem qualquer tipo de anestesia; quando completam 21 dias, ainda são separados brutalmente de suas mães. E os porquinhos que estão muito doentes ou não estão crescendo rápido o suficiente são brutalmente mortos ao serem arremessados covardemente de cabeça em pisos de concreto ou deixados em um canto para morrer lentamente sem cuidados.

Os porquinhos que sobrevivem são amontoados em baias imundas e superlotadas. Enquanto os porcos na natureza vivem por cerca de 15 anos, em fazendas industriais eles são seletivamente criados para crescer extremamente rápido, atingindo o tamanho considerado aceitável para abate em apenas seis meses. O crescimento rápido tem um grande impacto sobre esses animais gentis, muitas vezes causando problemas graves nas articulações.

Suas mães estão confinadas em celas metálicas que as mantêm imobilizadas, em um ambiente totalmente oposto do que lhes seria natural. Esta é uma das piores formas de abuso de animais (considerado legal) que existem.

No matadouro, os porcos são todos mortos da mesma maneira impiedosa: recebem choques e em seguida são pendurados de cabeça para baixo, muitas vezes enquanto ainda estão conscientes, e suas gargantas são cortadas.

Os porcos são considerados uma das espécies animais mais inteligente do mundo – ainda mais inteligente que os cães – e são capazes de jogar videogames com mais sucesso que os chimpanzés. Se não tratamos cães ou gatos de maneira tão chocante, como podemos pagar à indústria da carne para fazer isso com porcos e outros animais? Cada um de nós tem o poder de dizer não ao abuso de animais, substituindo produtos de origem animal por alternativas vegetarianas.

Baixe agora o seu Guia Vegetariano gratuito para aprender como iniciar essa jornada.