O primeiro de muitos: conheça a história de Daniel Cruz, o voluntário nº1 da MFA Brasil!

Iniciativa, dedicação e criatividade são alguns dos pontos desejáveis para a construção de um bom voluntário. E quando ele tem tudo isso e muito mais? Conheça Daniel Cruz, o primeiro voluntário da MFA Brasil!

Quando você era criança, como era a sua relação com os animais?
Eu tinha uma espécie de fascínio, até admiração e respeito por animais de grande porte. Tive cachorro e gostava de ir a hotéis fazendas, ver os animais, tocá-los. Eu achava bonito, mas não tinha muito esse sentimento no coração de me considerar um amante dos animais e da natureza.

A questão central era a justiça. Eu ficava muito incomodado diante de injustiças, principalmente quando via notícias de maus tratos ou alguém perturbando um animal de alguma maneira. Desde cachorros de rua até pombos.

Quando você começou a fazer a conexão entre os animais que salvava e os que estavam no prato?
Tornei-me vegetariano por uma conexão que tive com a prática do Yoga. Eles tinham um conceito de não violência. Eu não refletia realmente sobre o que eu comia e o sofrimento dos animais. Fui movido mais por uma questão filosófica.

Claro que, depois, eu acabei tomando mais consciência das coisas e me aprofundei mais na minha decisão. Passei a ter um estilo de vida baseado em convicções mais profundas.

Como esse incômodo virou ativismo?
Certa vez, eu estava no aeroporto do Rio de Janeiro assistindo vídeos no Youtube e apareceu um vídeo recomendado. Nele, os ativistas faziam uma ação na Europa. Isso foi em 2015 e eu já era vegano há alguns meses. Nesse vídeo eu assisti muitas imagens de uma violência inimaginável, de uma brutalidade muito grande com os animais considerados de consumo. Naquele momento, eu me senti profundamente tocado. Chorei muito na hora e tive uma sensação, como um impulso, de que eu precisava fazer alguma coisa para que aquilo parasse.

Eu lembro que comecei a imprimir meus próprios cartazes, adesivos e colocar nas ruas e supermercados para chamar a atenção das pessoas de alguma maneira. A efetividade foi praticamente nenhuma, mas eu estava realmente tentando ajudar.

Como foi juntar o ativismo com o voluntariado da MFA?
Eu me tornei vegano em março de 2015, após assistir o Cowspiracy. Nisso, eu comecei a seguir todas as mídias sociais das grandes ONGs e, entre elas, a Mercy for Animals. Como eu já acompanhava, vi o primeiro post no Facebook sobre a chegada da MFA no Brasil e entrei em contato.

Como um vegano recém-convertido, eu estava muito no calor do ativismo e queria ajudar de alguma forma. Então, comecei a participar da página informalmente, respondendo comentários com uma atitude mais compassiva e gentil. Não queria converter ninguém. 

Nisso, eu recebi uma mensagem da Mercy for Animals agradecendo pelos comentários da página. Eles gostaram muito do meu estilo de comunicação e perguntaram se eu queria ser voluntário. Então desde o surgimento do programa de voluntários, eu estava lá. No começo de 2017, me tornei coordenador e depois fui convidado para fazer parte da coordenação voluntária nacional, com o Gabriel e a Rosangela. E juntos seguimos na luta!

Como foi participar da capacitação?
Foi um máximo. O próprio Lucas (hoje vice-presidente global da MFA) que veio dar a capacitação de voluntário aqui no Rio e foi a primeira de todas as capacitações do Brasil.

Foi muito bom fazer parte daquele primeiro grupo e ter os primeiros contatos com os conceitos tão importantes de pragmatismo, estratégia e de ajudar a maior quantidade de animais possível. Foi o meu primeiro contato com todas essas noções fundamentais.

O voluntariado melhorou o seu ativismo como um todo?
Eu não diria que simplesmente melhorou. A minha participação na MFA me dá toda a base, o fundamento e a estrutura para qualquer coisa que eu faça em termos de ativismo. Tudo que eu sei hoje e continuo aprendendo diariamente deve-se ao contato com a MFA e as pessoas que fazem parte da equipe. A MFA formou todo o meu ativismo e a maneira de atuar.

O que você tem a dizer para quem ainda não conhece o voluntariado da MFA?
Eu diria que é uma excelente oportunidade de se cercar de pessoas extremamente inspiradoras, generosas, visionárias e muito inteligentes. É se sentir parte de uma grande família muito organizada, profissional, carinhosa e que nos motiva, individual e coletivamente, para seguirmos nesse trabalho que ainda tem uma longa estrada pela frente.

Para quem não conhece, com certeza o seu coração e mente vão ser transformados e você vai ter uma nova perspectiva e um sentimento de otimismo diante da realidade que enfrentamos. Quando a gente participa das ações e conversa com diversas pessoas, a gente vê o mundo sendo transformado diante dos nossos olhos. As pessoas se abrem, refletem e reconsideram. É muito reconfortante e dá muita esperança para todos nós.


O Daniel foi o nº 1 e hoje já somos mais de 1.200 voluntários capacitados em todo o Brasil. E você, o que acha de entrar para esse time? Clique aqui e descubra como você pode ajudar a MFA a fazer muito mais pelos animais.