Mercado de substitutos da carne deve crescer 35,8% nos próximos cinco anos, revela pesquisa

Uma pesquisa global disponibilizada pelo site Research and Markets revelou que o mercado de substitutos da carne deve valer US$6,3 bilhões em 2023 — um crescimento de 35,8% nos próximos cinco anos.

Isso acontece porque o mercado está acompanhando demandas dos consumidores por alimentos mais saudáveis, em que produtos de origem animal estão fora do cardápio, dando espaço para cada vez mais proteínas vegetais.


Levando-se em consideração o tipo de produto, os feitos a partir de tempeh são os que devem ter o crescimento mais rápido dentro do período para o qual as estimativas foram feitas. Este alimento indonésio é feito por meio da fermentação da soja e tem consistência firme que permite o preparo assado, grelhado ou refogado. Além de ser rico em proteínas e fibras, o tempeh aumenta o número de anticorpos, reduz níveis de açúcar no nosso corpo e reduz o colesterol e o risco de diabetes.

Quando se pesquisa a fonte do substituto, o levantamento afirma que os substitutos da carne feitos à base de trigo serão os que apresentarão crescimento mais significativo, por seu custo-benefício e vasta gama de produtos que podem gerar, como hambúrgueres, nuggets e salsichas vegetarianas.

Os resultados desse estudo são excelentes para os animais e para o meio ambiente, e confirmam o que já sabíamos: o futuro é vegano!

Uma pesquisa encomendada pela Mercy For Animals Brasil e realizada pelo Instituto Ipsos no ano passado no Brasil revela que 78% dos entrevistados acham que os restaurantes e supermercados que frequentam poderiam oferecer mais opções de carnes vegetais.

71% dos entrevistados também afirmaram que, se houver mais opções de carnes de origem vegetal no mercado brasileiro, eles tenderiam a substituir o consumo de carnes de origem animal por carnes de origem vegetal.

Até mesmo os produtores de carne sabem que a proteína animal está com os dias contados. Não à toa, ninguém menos que Tom Hayes, CEO da Tyson Foods, maior produtora de carne do mundo, admitiu isso — e vem investindo pesado em alternativas vegetais, como quando comprou parte das ações da Beyond Meat, empresa de carnes vegetais que produz o Beyond Burger (hambúrguer à base de vegetais, que imita carne e até “sangra”).
“Os relatórios da FAO (Food and Agriculture Organization) mostram que o consumo de proteína está crescendo no mundo todo. Não apenas nos EUA, mas em toda parte. As pessoas querem proteína – independentemente de ser proteína animal ou vegetal, a demanda é por proteína. A proteína vegetal já está crescendo um pouco mais rápido que a proteína animal, então eu acredito que a mudança deve continuar nessa direção”, afirmou Hayes.
Quer mudar para uma dieta vegetariana? Clique aqui e comece agora.