IstoÉ Dinheiro fala da “Revolução Vegana” que vai movimentar o mercado mundial

Após a maior revista de negócios do mundo apostar em carne vegetal como a principal tendência do mercado mundial em 2019, a IstoÉ Dinheiro, uma das maiores revistas especializadas em economia e negócios no Brasil, publicou em sua capa que "As Gigantes aderem à Revolução Vegana", mostrando como BRF, Nestlé, Burger King, McDonald's, JBS, Tyson Foods, Danone e outras empresas que dominam o mercado de alimentação começaram a investir em alternativas à proteína animal para atender a crescente demanda.

A revolução no consumo está crescendo rapidamente e se espalhando pelo mundo

Dentre os dados mundiais, a IstoÉ Dinheiro aponta algumas mudanças que vieram para ficar:
  • As escolas públicas de Los Angeles já fornecem refeições veganas;

  • A Comissão Europeia está trabalhando numa formalização para alimentos veganos e vegetarianos;

  • A busca por alternativas para alimentar uma população crescente na China fez com que o preço de leites alternativos caísse 60%.

Para fortalecer essa inclinação de mercado, a Universidade de Oxford estará no Fórum Mundial de Davos apresentando um estudo comprovando que a redução do consumo de carne tem um impacto significativo na saúde (diminuindo 2,4% das mortes causadas por dieta inadequada) e no meio ambiente.

Seja por causa do sofrimento animal, ou por motivações ambientais e de saúde, as pessoas que cortam o consumo de produtos de origem animal já movimentam com seus hábitos de consumo o equivalente a US$ 50 bilhões ao ano. A empresa Ginger Strategic Research chegou a prever que o mercado vegetariano e vegano pode atingir um ritmo de crescimento de 40% ao ano.

Nos últimos doze meses, os produtos veganos cresceram 10 vezes mais do que o mercado de alimentos mundial. Isso mostra que, quanto maior for o consumo, mais opções acessíveis chegam às prateleiras, o que estimula várias pessoas a buscarem as alternativas sem ingredientes de origem animal que estão surgindo no mercado.

A IstoÉ Dinheiro aposta numa nova lógica de mercado: “sem carne, com lucro”

As empresas parecem estar inspiradas pelo fato do Brasil ter uma das 10 maiores populações mundiais de pessoas que se consideram vegetarianos. Os investimentos ficam ainda mais vantajosos após a descoberta do Ibope Inteligência, de que 60% das pessoas afirmam que consumiriam mais produtos veganos industrializados, se tivessem o mesmo preço da versão que eles já consomem.

Renata Scarellis, Gerente de Políticas Alimentares do projeto Alimentação Consciente Brasil, que em 2018 serviu 1,5 milhão de refeições veganas em escolas públicas em todo o país, acredita que o impacto no nosso país será ainda maior do que o previsto:
Estamos vendo a mudança acontecer tanto no setor público quanto no setor privado. Grandes organizações e prefeituras estão tomando a frente e criando novas opções que atendam o desejo dos consumidores por alternativas nutritivas, acessíveis e saborosas, e irão mudar o padrão de consumo, contribuindo para um planeta mais saudável e sustentável.
A IstoÉ Dinheiro ainda lembra que não se deve mais chamar o amigo vegano de “esquisito”, pois ele agora é um consumidor disputado pelas empresas mundiais.

E se você quer fazer parte dessa revolução, te convidamos a conhecer o Desafio 21 Dias Sem Carne, que vai te ajudar com muitas informações, dicas e apoio de nutricionista.