Conheça Gabriel Duarte, nosso líder voluntário em Curitiba

No mês passado, nós começamos uma série para apresentar algumas pessoas que temos muito orgulho de termos ao nosso lado: nossos líderes voluntários! Eles dedicam parte do seu tempo livre para criar um voluntariado regional estruturado, forte e unido, possibilitando que milhares de pessoas sejam inspiradas por nossos materiais pró-vegetarianismo, distribuídos gratuitamente em ações locais estratégicas.

Hoje, gostaríamos que vocês conhecessem o Gabriel Duarte, 31 anos, líder coordenador voluntário de Curitiba e integrante voluntário do Núcleo de Tecnologia da Coordenação Nacional, onde também coloca suas habilidades tecnológicas em prol dos animais.

Como e por que se tornou vegano?

Foi pelos animais. Meu despertar veio da observação do uso de animais para fins religiosos. Eu acreditava ser uma prática desnecessária, mas ao mesmo tempo eu os utilizava para a minha alimentação. Eu gostava de animais e isso transbordou em meados de 2015. Questionei-me profundamente por que me alimentava de seres tão dóceis que também sentem alegria, medo e dor. Então reduzi a quase zero o consumo de carnes e fui buscando mais informação e procurando segurança quanto à nutrição e saúde. Compreendi que explorar animais para qualquer finalidade causa sofrimento desnecessário. Então decidi adotar o veganismo.


Quando e como se tornou voluntário na MFA?

Em junho de 2016 meu sentimento era de que precisava fazer mais pelos animais, mas não sabia muito bem o quê. Um dia fui a um bazar vegano, procurando comprar artigos de pessoas que protegem animais, e lá cruzei com o Lucas Alvarenga [vice-presidente da Mercy For Animals no Brasil], que estava vestindo a camiseta da MFA. Ainda não conhecia o trabalho da MFA. Perguntei quanto custava a camiseta, e ele me respondeu que era apenas para voluntários e deixou o contato. Então me inscrevi. No dia 18 participei da minha primeira ação de distribuição de materiais informativos e fiquei admirado com o profissionalismo da organização.

O que mais gosta na MFA?

Gosto muito das pessoas que fazem parte dela que carinhosamente chamamos de MFAmily, e em especial a MFAmily de Curitiba! São pessoas muito inspiradoras, e a cada ação que realizamos me sinto mais e mais confiante que um mundo de amor e compaixão é possível. Gosto muito das estratégias pragmáticas pois, afinal, para os animais o que mais importa é fazermos aquilo que funciona para diminuir seu sofrimento e acabar com a exploração.


Qual seu prato preferido?

Olha, são tantos preferidos que é difícil escolher. Destaco o falafel, é muito gostoso! E banana com pasta de amendoim, uma combinação incrivelmente saborosa!

O que faz quando não está ajudando os animais?

Gosto de correr, praticar ioga, assistir a seriados e filmes em família, fazer trilha, e desde pequeno sou vidrado em assuntos de computação. Adoro programar.

Um momento marcante na sua vida como vegano ou voluntário

Ah, o dia em que conheci a MFA, naquele bazar vegano. Foi uma oportunidade sem igual. Simplesmente estava no lugar certo, na hora certa e cruzei com as pessoas certas. Que sorte! Encontrei o que hoje considero a minha maior missão de vida. Sou muito grato.


Uma dica para falar com as pessoas sobre o veganismo

Podemos mostrar o veganismo mais como uma direção do que um destino, e que está alinhado a princípios que as pessoas já buscam: amor, justiça, compaixão. Porque sempre é possível fazer um pouco mais para provocar cada vez menos sofrimento a todos os animais. Visto assim, fica ao alcance de qualquer pessoa começar a trilhar este caminho. Sabemos que os animais explorados para alimentação representam a maior parte de todo sofrimento animal provocado pela humanidade. Logo, deixar os animais fora do prato é a melhor atitude que podemos tomar para ajudá-los, seja começando por algumas refeições, por um ou mais dias da semana, por 21 dias seguidos, ou de outra forma. O importante é começar, fazendo o seu melhor e escolhas para melhorar cada vez mais.

Uma dica para um voluntário novo na MFA

Inspirar, Informar, Encorajar e Facilitar. As mídias e os materiais informativos da MFA são frutos de muitos estudos para uma comunicação eficaz e direcionada a salvar a maior quantidade de animais. Estão em constante atualização. São uma das melhores ferramentas de ativismo vegano, e conhecê-los em profundidade certamente proporcionará mais oportunidades para inspirar as pessoas a optarem por um estilo de vida mais compassivo.

Qual a atividade que você mais gosta de fazer como voluntário da MFA e por quê?

Gostaria de destacar duas. As ações de distribuição de materiais são demais, pois deixamos ali a oportunidade para as pessoas se informarem e se inspirarem. E a ação de capacitação de voluntários. Adoro ministrar o conteúdo das estratégias da MFA, pois estou diante dos novos líderes que vão ajudar a construir um mundo melhor. É muito gratificante presenciar tantas pessoas de coração aberto doando o seu tempo para fazer a diferença para os outros. Transbordo de orgulho de participar de uma das maiores e mais efetivas organizações de proteção animal do planeta.


Uma coisa que você gostaria que todos soubessem sobre o veganismo, os animais ou a Mercy For Animals?

Acredito que só conseguiremos mudar a nossa sociedade através do amor e da compaixão. Uma pessoa que sente compaixão genuína pelos animais, seres de outra espécie, se eleva. Esta pessoa que sente misericórdia pelos animais fica mais consciente, tem mais sensibilidade, buscará não causar sofrimento em seu semelhante. A compaixão pelos animais é a faísca que pode revolucionar a sua vida e mudar o mundo.

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