Pesquisa relaciona consumo de carnes a aumento de até 56% no risco de se desenvolver endometriose

Uma pesquisa realizada pelo Fred Hutchinson Cancer Research Center, nos Estados Unidos, descobriu que comer duas porções de carne vermelha por dia pode aumentar as chances de uma mulher desenvolver endometriose em 56%, comparando às que consumiam menos porções, como uma ou menos por semana.

Cerca de 82 mil mulheres foram acompanhadas entre 1991 e 2013. A cada quatro anos, os pesquisadores perguntavam a essas mulheres a frequência com que elas comiam determinados produtos. Eles também levantaram as mulheres diagnosticadas com endometriose.

Os resultados foram alarmantes, e provaram a existência da relação entre o consumo de carne vermelha e a prevalência de endometriose. O motivo é assustador: a carne vermelha muda nossos hormônios, de acordo com o relatório.

Endometriose é uma doença que faz com que o tecido que recobre o útero, que geralmente é expelido durante a menstruação, "migre" para outras partes do corpo, incluindo intestinos, bexiga e ovários, causando fortes dores, além de outros sintomas. Segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, o problema afeta 10% das mulheres.

Há bastante tempo, o consumo de produtos de origem animal também vem sendo amplamente relacionado ao aumento do risco de câncer. Quem afirma isso não somos nós, mas sim a Organização Mundial da Saúde (OMS), órgão da ONU, depois de ter analisado mais de 800 estudos sobre câncer. A OMS foi taxativa em considerar que carnes, sobretudo as processadas, são tão cancerígenas quanto o cigarro e o amianto. No final de fevereiro, a Sorbonne, uma das mais respeitadas universidades do mundo, divulgou uma pesquisa afirmando que o consumo de carnes processadas aumenta em até 12% risco de câncer. Carnes e laticínios também foram relacionados a um aumento no risco de câncer de mama, de próstata e colorretal.

Como se não bastasse, diabetes, doenças cardíacas e hepáticas são outros problemas de saúde que podem ser agravados pelo consumo de carne, leite e ovos.


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