O New York Times noticiou, há alguns dias, que os porcos estão “dominando” a Europa, após ser divulgado o dado segundo o qual na Dinamarca há mais porcos do que pessoas. E não é pouca a diferença: a proporção é de mais de dois porcos por pessoa. Em toda a União Europeia há 150 milhões de porcos, sendo 40% deles na Espanha e Alemanha. Os dados foram fornecidos pelo Eurostat, o Gabinete de Estatísticas da União Europeia.

Situação semelhante vive o Brasil, mas com o gado. Por aqui, dados do IBGE mostram que em 2016 a população era de 207,7 milhões de pessoas, ao mesmo tempo que o país atingiu um record de 215,2 milhões de cabeças de gado.

Os números são assustadores por diversos motivos.

Em primeiro lugar, ao pensarmos na quantidade de recursos naturais gastos para a criação de animais. A produção de carne requer muito mais água do que os vegetais. Para produzir 1kg de carne são usados entre 5 mil e 20 mil litros de água, enquanto para produzir 1kg de trigo são usados entre 500 e 4 mil litros de água.

Se os cereais destinados à alimentação de animais fossem usados diretamente para a nutrição humana, o problema da fome no mundo seria facilmente resolvido. Isso porque, em média, para cada mil calorias produzidas sob a forma de carne, um animal consome cerca de 10 mil calorias, um desperdício de 90% do alimento consumido.

Metade de toda proteína produzida no mundo é usada como ração. No Brasil, esse número é ainda mais alarmante. Por aqui, 79% é transformada em ração, enquanto apenas 16% é destinada à alimentação humana. Embora carnes e derivados representem apenas 12% das calorias consumidas globalmente, 75% das terras agricultáveis do planeta são usadas para pastagem e produção de ração.

A pecuária está diretamente relacionada ao desmatamento da Amazônia e às mudanças climáticas. Segundo a ONU, no Brasil, mais de 80% do desmatamento entre 1990 e 2005 foi provocado para consumo de carne. Assim, a criação de gado para consumo humano foi responsável pelo desmatamento efetivo de 7 milhões de hectares de florestas tropicais a cada ano de 2000 a 2010.

Isso para não falar nos maus tratos a que os animais são submetidos na indústria da carne. Nenhum animal quer ser explorado durante toda a vida, ser transportado em condições terríveis por dias, morrer prematuramente com requintes de crueldade. Porcos e bois, assim como os outros animais, são seres sensíveis, têm personalidades e gostos distintos, formam famílias e têm amigos, gostam de brincar e querem ser livres.

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