Câmeras escondidas na Fazenda Fir Tree, em Lincolnshire, que é propriedade de um dos maiores produtores de carne suína da Grã-Bretanha, revelam trabalhadores chutando repetidamente porcos e batendo neles com placas de plástico. Um porco ficou tão mal que nem conseguia se levantar e esperou, sem tratamento veterinário, 48 horas para “finalmente” ser abatido.
Esta é a terceira vez que a ONG registra trabalhadores abusando violentamente de animais em fazendas britânicas.
Toni Shephard, diretor da Animal Equality UK, disse:
“Embora as fazendas de suínos sejam locais inerentemente impiedosos, a brutalidade infligida a esses pobres porcos é incompreensível. Os trabalhadores demonstram total desprezo pelos animais sob seus cuidados e parecem alheios ao seu sofrimento, mesmo quando os porcos gritam de dor. Nós exigimos que eles sejam levados à justiça.”
Uma investigação divulgada pela Mercy For Animals no Brasil em novembro do ano passado também mostrou que crueldade animal é a norma na indústria de carne de porco. As imagens mostram porcas confinadas nas chamadas celas de gestação ou de maternidade: um espaço entre grades em que elas passam a maior parte da vida gestando e tendo seus filhotes, e que de tão reduzido sequer permite que elas se virem de lado ou vivam com um mínimo de conforto. Como resultado do confinamento e resposta ao estresse e à frustração a que são submetidas, as porcas desenvolvem uma mania de morder a grade da cela incessantemente.
Enquanto os porcos na natureza vivem por cerca de 15 anos, em fazendas industriais eles são seletivamente criados para crescer extremamente rápido, atingindo o tamanho de abate em apenas seis meses.