Manobra: Deputados de São Paulo encerram sessão sem votar PL da exportação de animais vivos

A sessão da Assembleia Legislativa de São Paulo de hoje foi encerrada sem que o Projeto de Lei 31/2018, que tem como objetivo proibir a exportação de gado vivo para fins de abate no estado de São Paulo, fosse votado.

A votação estava marcada, inicialmente, para às 16h30. Depois, foi aprovada a prorrogação da sessão, mas não teve jeito: vários deputados usaram seu tempo de fala para discutir outros assuntos, de forma a obstruir a pauta do dia.

Faltando seis minutos para encerrar a prorrogação, a deputada Célia Leão (PSDB-SP) solicitou que os deputados listados cedessem seu tempo de fala, dizendo-se confiante de que seria possível votar os projetos faltantes se todos colaborassem.

A ideia, no entanto, não foi aceita pelo deputado Wellington Moura (PRB-SP) que, apesar de ter contado que protocolou um requerimento para a criação do dia do vegano todo 1º de novembro, optou por não ceder seu tempo para viabilizar a votação e continuou falando sobre a construção de uma ponte.

A sessão foi encerrada às 21h30 sem que o PL tenha sido votado, o que causou furor de dezenas de ativistas que estavam na Alesp desde o início da tarde para acompanhar a sessão.

O autor do projeto, Feliciano Filho (PRP-SP), ressaltou a falta de lealdade dos deputados que se comprometeram a votar a favor da proibição, mas gastaram o tempo para impedir a tramitação do PL.

"O governador anunciou que sancionaria o projeto, mas colocou toda a sua base aliada para obstruir a votação", criticou o deputado João Paulo Rillo (Psol-SP), em uma das últimas falas da noite.

As pautas remanescentes da sessão de hoje deverão ser discutidas na próxima sessão, que deve se realizar na semana que vem.